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sábado, 28 de janeiro de 2017

Prestação de serviço público na Estrutural (DF), só com escolta da PM.

Divulgação
Portal Metrópoles
A onda de violência não poupa nem mesmo os profissionais que trabalham nas ruas para melhorar a infraestrutura dos moradores da Estrutural. Equipes de prestadoras de serviços públicos, como fornecimento de água, luz e telefonia, além de motoristas e cobradores de ônibus,, viraram reféns dos criminosos que atuam na região. A situação chegou ao ponto de trabalhadores dessas empresas pedirem escolta policial ante de entrar na cidade, que completou 13 anos nesta sexta-feira (27/1).
Um funcionário que trabalha há 21 anos na Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) contou ao Metrópoles que a situação é inédita. “Temos um tablet que nos auxilia com as ordens de serviço. Vários já foram levados por bandidos. Eles nos rendem e carregam tudo que consideram de valor. Muita gente tem medo de entrar aqui”, contou o homem, que pediu para não ter o nome revelado por questões de segurança.
"A própria Administração Regional da Estrutural nos deu a dica ao dizer que outros prestadores de serviço utilizam a escolta policial para entrar na cidade"
Funcionário da Caesb
Ao Metrópoles, a Caesb confirmou que os casos de violência têm preocupado a empresa. Desde dezembro, o órgão registrou quatro boletins de ocorrências de assaltos a funcionários em serviço na Estrutural. Houve casos em que os servidores foram agredidos por criminosos, que levam desde aparelhos celulares e objetos pessoais a equipamentos de trabalho.
A ação dos bandidos mudou a rotina dos prestadores de serviço. “Para garantir a segurança dos nossos empregados, trabalhos de manutenção de água e esgoto só estão sendo realizados pela manhã. Intervenções que duram mais tempo são feitas com escolta da Polícia Militar”, ressaltou a Caesb, por meio de nota.
Na manhã de quinta-feira (26), por exemplo, a PM acompanhou uma equipe da companhia, no Setor Leste da Estrutural (foto abaixo). Por meio de nota, a Polícia Militar confirmou que tem recebido pedidos frequentes de escolta e “presta assistência sempre que necessário para que os serviços possam ser efetuados normalmente”.
Um militar ouvido pela reportagem complementa que os trabalhadores se recusam a atender os moradores sem o acompanhamento da PM. “É uma prática antiga na Estrutural devido à grande quantidade de furtos. O serviço foi intensificado há quatro meses”, disse o PM, que pediu anonimato.
 Servidores da Companhia Energética de Brasília (CEB) também temem a ação dos criminosos. De acordo com o órgão, as equipes de manutenção, a depender do horário e da região da Estrutural que precisará de atuação, solicitam o apoio da PM. “Essa ação preventiva tem ocorrido apenas na Estrutural e evita que tenhamos ocorrências de assaltos e furtos às equipes”, afirmou a CEB, por meio de nota.
Ônibus sob ameaça e roubos a pedestres
Já os rodoviários que circulam na região administrativa colecionam histórias de violência. Segundo José Carlos da Fonseca, diretor do Sindicato dos Rodoviários do DF, assaltos fazem parte da rotina.
“Temos um problema muito grande. Motoristas e cobradores já foram baleados e feridos com coronhadas. Sempre nos reunimos com os comandantes dos batalhões, mas nunca conseguimos uma fiscalização efetiva”, reclama. “A nossa sorte é que o pior ainda não aconteceu”, completou Fonseca.
Dados da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social comprovam a preocupação de trabalhadores e moradores. De janeiro a outubro de 2016, foram registradas 530 ocorrências de roubo a pedestres na Estrutural — o maior número em três anos. De janeiro a dezembro de 2015, a estatística foi menor, com 293 casos. Em todo o ano de 2014, foram 235.
Novo posto policial
A Administração Regional da Estrutural informou ter conhecimento dos constantes assaltos e furtos na cidade e disse que faz constantes reuniões com o Conselho de Segurança Pública. Os encontros contam com a participação de moradores, comerciantes, representantes do GDF e das forças policiais.
Nessas ocasiões, as reivindicações são passadas para o governo local, que prometeu inaugurar um novo posto da Polícia Militar.
Ponto de Vista: A única certeza que eu tenho, é que a culpa dessa insegurança, não é da PMDF.
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