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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Cadê a turma que criticava o “populismo econômico”?

popest
O Estadão traz hoje a confirmação do que já vinha sendo comentado “pelas beiradas”.
O governo real – leia-se Temer  e seu braço direito Eliseu Padilha – preparam um novo “pacote de bondades” para enfiar  goela abaixo dos seus “cuidadores” do mercado financeiro, Henrique Meirelles à frente.
Vai elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda de forma cavalar. Ninguém pode contestar que os limites de taxação hoje são baixos, muito baixos. Ou que o tipo dos descontos é baixo, sobretudo quando se considera que são isentos  os rendimentos das pessoas físicas, se proveniente de empresas – onde são taxados a alíquotas bem menores. Leizinha, intocável, da era FHC.
Fazer isso num momento em que a arrecadação federal e a dos Estados – que recebem parte da receita do IR – está arruinada e os déficits explodem.
As desonerações pontuais, vinculadas a manutenção da produção e do emprego eram consideradas “populismo econômico”.
Óbvio que não é erro aliviar tributos para elevar consumo, como se fez, por exemplo, na isenção de IPI nos carros populares e e na linha branca de eletrodomésticos no Governo Lula. Mas era uma renúncia fiscal diretamente relacionada, como se disse, à produção e ao consumo. Portanto, à atividade econômica real.
A regra agora é pegar o dinheiro dos recursos estatais ou sob seu controle e joga-los no mercado na base do “barata voa”: quem tiver  mais força pega mais. Nas condições atuais de musculatura da economia brasileira, não é difícil imaginar quem o pegará, não é?
No caso trazido á tona pelo Estadão, a correspondência é direta: cada real da isenção que se der, acima de um limite razoável, é um real que se subtrai na já cambaleante arrecadação.
Vai para o mercado financeiro enlouquecido, que perdeu todas as âncoras na economia real, como também registra o mesmo Estadão, em sua capa: a economia real patina.
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