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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Em nota interna, Metrô diz que não houve excessos ao algemar chilena. Que nojo!

Michael Melo/Metrópoles
Metrópoles
Pouco depois de o presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, anunciar publicamente que gostaria de pedir desculpas à cantora chilena detida e algemada por dois agentes em uma abordagem polêmica, a empresa divulgou um comunicado interno que contradiz o discurso do dirigente. O documento foi enviado aos servidores no fim da tarde de sexta-feira (10/2), horas após Dourado dizer que lamentava o ocorrido ao Metrópoles.
O comunicado ressalta que “não houve descumprimento de qualquer procedimento operacional vigente” e que, “com base nas imagens e depoimentos dos agentes envolvidos na abordagem, não cabe qualquer tipo de ação administrativa em desfavor daqueles empregados”.
 No dia anterior, o Metrô-DF havia se comprometido a instaurar procedimento para investigar a ação dos agentes envolvidos no caso, ocorrido na estação do ParkShopping.
Apesar da mensagem elogiosa à atuação dos profissionais, o desacordo entre os dois pronunciamentos do presidente — um à imprensa e outro aos agentes — teria gerado indignação nos funcionários, que esperavam que o presidente saísse em defesa da categoria publicamente.
O “morde e assopra” da direção do Metrô-DF desagradou os seguranças. Tanto, que a categoria promete realizar uma paralisação na próxima quarta-feira (15) como represália. Eles ainda pedem que o diretor-presidente se retrate publicamente.


Em entrevista concedida à reportagem ainda na sexta (10), Dourado chegou a dizer que, ao que tudo indicava, houve “um exagero” por parte dos funcionários.
Repercussão interna
O Metrópoles teve acesso com exclusividade ao comunicado por meio de um segurança da companhia. Segundo o agente — que pediu para não ser identificado —, a atuação dos dois funcionários na abordagem a Alexandra Andrea Briones Silva, 24 anos, foi legítima e ocorreu dentro do que prevê o regulamento, conforme a própria nota reconhece. Dessa forma, para ele, caberia ao presidente passar essa mensagem também à população.
“Era a oportunidade de o presidente esclarecer esse fato para a população, e ele não fez. Além de ter apoiado a atitude da cantora, ele a convidou para cantar. (…) Aí, depois, o que ele faz? Solta essa nota na intranet”, disse um servidor à reportagem.
O agente ainda afirmou que os funcionários da área se sentiram desprestigiados com a postura de Dourado e que o “morde e assopra”, nas palavras do segurança, foi visto com maus olhos.
Procurada pela reportagem, a diretoria do Metrô-DF corroborou o teor da nota enviada aos funcionários e registrou que os fatos envolvendo a artista de rua foram apurados “e não foi identificado descumprimento da legislação pertinente ao sistema metroviário do DF”. “Portanto, o Metrô-DF declara o caso encerrado no âmbito administrativo”, concluiu.
O caso
Alexandra se apresentava no local na última quarta (8) quando foi abordada por dois seguranças da companhia, que pediram que ela parasse de cantar. Ela teria feito um gesto com as mãos sinalizando para que a deixassem terminar apenas aquela música, mas não houve acordo. A chilena foi imobilizada e detida. Um vídeo do episódio foi veiculado nas redes sociais e causou revolta.
 Posteriormente, o próprio Metrô-DF divulgou o vídeo das câmeras de segurança interna, que capturaram o momento da ação contra a chilena. A gravação mostra quando Alexandra é abordada pelos dois agentes e, após alguns momentos de conversa, reage à ação com dois chutes. Os seguranças, então, a imobilizam e a algemam, levando-a para a delegacia.
Ponto de Vista: Contra fatos não há argumentos. Contra imagens não há contestação. O fato é que a forma de pensar do diretor do metrô, está correta. Lendo um comentário de um leitor do Portal Metrópoles, algo me chamou a atenção. O Metrô (não o seu diretor) agora tem um código penal próprio?  E pode?  Pode isso Arnaldo? E se a mulher morresse por conta disso? Não teria problema nenhum né (diretor que soltou essa nota)? É  lógico que ao analisarmos as imagens fica evidente que houve sim um exagero e que não precisava algemar a mulher com tanta contundência. Fato é que se fosse um bandido, noiado, daqueles que não tem nada a perder, dificilmente esses dois seguranças chegariam perto ou se chegassem, chegariam pedindo com educação, rasgando seda e até pelo amor de Deus, para que se retirasse. A sorte é que dificilmente a cantora chilena fará uma representação, pois se levarmos ao pé da letra, caberia, uma representação na justiça contra a empresa de segurança (Metrô) e ainda contra os seguranças. Por fim, deixo um dito popular; "cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça". Que isso sirva de exemplo aos seguranças envolvidos assim como os demais. Aff... Se tivesse pedido desculpas a chilena em nota, ficaria bonito e ético.
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