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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Números mostram que não há “aposentados precoces’.

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Fernando Brito
O G1 publica números oficiais da Previdência que desmancham a tese que que a aposentadoria precoce – embora exista, pontualmente –  não é a carga essencial da Previdência no Brasil.
E que, pelos padrões atuais, ninguém vai se aposentar com os valores integrais de seus proventos..
Está lá, na incontestável frieza dos números.
Só o, 19% dos contribuintes da Previdência se aposenta, com menos de 25 anos de contribuição.
Dezenove em cada mil brasileiros que se aposentam, por condições extraordinariamente pesadas e arriscadas de trabalho, como o pessoal de mineração ou  exposto a agente nocivos.
Depois, já incluindo professoras e outras categorias com direito a aposentadoria precoce, por insalubridade, mais dos 25 aos 29 anos de contribuição.
De novo, ainda assim, pouco: 12% dos que se aposentam estão neste critério.
87% dos brasileiros  aposenta-se com mais de 30 anos, incluídos aí homens e mulheres.
Considerados os 35 anos exigidos para os homens, 55%, porque o gráfico, do qual tirei a marotice, coloca juntos os que se aposentam com 35 anos com os que (a maioria mulheres, que têm este direito) o fazem depois dos 30 anos atualmente exigidos.
Depois dos 40 anos de serviço, um pouco menos de 5%.
Não há o número na pesquisa, mas é fácil deduzir, pelas proporções, que os que vão até 49 anos de contribuição e  que atendem ao monstruoso critério não devem ser sequer meio por cento dos trabalhadores.
Como  conseguir emprego formal depois dos 50 equivale a fazer  o terno na Loto e, depois dos 60, ganhar a Megassena acumulada, é possível dizer que ninguém, de agora por diante, terá aposentadoria integral.
Este é o quadro dantesco que o Governo Temer e sua maioria parlamentar querem impor aos brasileiros.
Claro que não para todos, porque eles têm a deles, garantida, desde os cinquenta e poucos anos.
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