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quinta-feira, 2 de março de 2017

A amizade de Lula e Odebrecht pode ser bem mais profunda.

O antagonista.
Dentro da Petrobras e do setor petroquímico, há quem garanta que os milhões de reais repassados pela Odebrecht ao PT não foram contrapartida "apenas" aos bilionários contratos obtidos pelas empresas do grupo com a Petrobras.
O agigantamento da Braskem, anabolizada pelos ativos petroquímicos da Petrobras durante o governo Lula, é apontado como um benefício ainda mais valioso concedido pelo "Amigo" Lula a Emílio Odebrecht.
Vale lembrar que a Petrobras concentrou a petroquímica brasileira, com a justificativa de que não havia espaço para mais de duas empresas no setor. Tudo na lógica dos campeões nacionais.
No tempo de vacas gordas, em que o barril de petróleo girava na casa dos US$ 100, a estatal gastou fortunas para comprar a Copesul e a Suzano Petroquímica, por exemplo.
Depois, decidiu "concentrar" todos os ativos que possuía no setor em uma só empresa: a Braskem. Não, a estatal não ficou com o controle da maior petroquímica da América Latinha. A controladora permaneceu sendo a Odebrecht.
Essa é uma investigação que a Lava Jato tem de aprofundar.
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