quinta-feira, 9 de março de 2017

Conexão Brasil-Uruguai pode ser muito maior.


Enrico Vieira Machado, um dos novos delatores da ORCRIM de Sérgio Cabral, pode ser a chave para revelar com mais clareza a extensão da rede de lavagem de dinheiro entre brasileiros e uruguaios, que volta e meia aparece na Lava Jato.
O que se tem, por enquanto, é que Enrico Machado é brasileiro e possui uma instituição financeira em Antígua, segundo disse a O Antagonista o procurador Sérgio Pinel, da força-tarefa da Lava Jato fluminense.
Ele também foi sócio de Dario Messer, doleiro dos grandes no Brasil, que hoje vive no Paraguai.
Tudo indica Machado tem ligações com o advogado Oscar Algorta Rachetti, uruguaio já indiciado pelo juiz Sergio Moro por lavar propina por meio de um apartamento para o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Uma reportagem do Globo revelou que pelo menos dez empresas abertas no Uruguai em nome de Enrico Machado tinham como representante legal a uruguaia Maria Cristina Sanchez Giraldez.
E quem é Maria Cristina? Contadora do escritório de Oscar Algorta, o advogado lavador de Cerveró.
Outra funcionária de Algorta, María Esther Campa Solaris, também aparece nas investigações, segundo matéria do Globo. Ela é titular de uma conta no banco Pictet, com sede em Genebra, onde Cabral teria escondido US$ 10 milhões da propina levada para a Suíça.
Em novembro de 2012, Maria Esther acertou uma viagem de Algorta ao Rio. O advogado ficou hospedado por quatro dias em um cobertura no Leblon, que pertence a Dario Messer, o ex-sócio de Enrico Machado. Na troca de mensagens com seus funcionários, Messer afirmou que Algorta era seu advogado no Uruguai.
Pelo jeito, a conexão Brasil-Uruguai ainda vai render novas fases da Lava Jato.
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