sábado, 4 de março de 2017

Fraco, Governo parte para o “dá ou desce” na Previdência.

pressiona
Fernando Brito
A manchete do Estadão de hoje é a confirmação do que se afirmou ontem, aqui, quando se comentou a chantagem publicitária dp PMDB como o “Sem Reforma da Previdência, Tchau Bolsa Família”.
A demonstração de força, como quase  sempre, é sinal da fraqueza.
Temer sabe que tem de correr, porque sente que sua situação política, apesar de todas as “mãozinhas” de delatores “La La Land” (veja aqui a devastadora charge do Aroeira)  e um Judiciário acoelhado, vai se evidenciando desesperadora.
Tem, portanto, de mostrar sua serventia, única: concluir a obra de retirada de direitos sociais que foi iniciada congelando os gastos públicos em tudo aquilo que serve á população, ainda que com precariedade.
Como lhe faltam, agora, Geddel Vieira Lima e Eliseu Padilha para a missão de cooptação e pressão sobre os deputados, escalou-se Henrique Meirelles, que não é absolutamente do ramo.
A ressaca pós-carnavalesca  dos depoimentos, por mais que Temer se esforce para dizer que o depoimento de Marcelo Odebrecht o inocenta, só não foi pior para quele do que foi para Aécio Neves.
E, no final de semana, mais assombrações.
Hoje, na Veja, entende-se porque, uma semana atrás, uma nota de Lauro Jardim, em O Globo, dizia que havia gente de cabelo em pé no Planalto com a nota oficial que afirmava que ele jamais conhecera ou falara com o doleiro Lúcio Funaro, “mala” de Eduardo Cunha e, agora, entregador de pacotes para o “mula” José Yunes.
À Veja, Funaro desmente o presidente:”Já estive com ele [Temer], já falei, mas não me lembro do contexto”.
Cunha lembra.
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