sexta-feira, 3 de março de 2017

Ministério da Fé e dos favores. Sandra Faraj nomeia 11 pastores em cargos comissionados.

Ministério da Fé/DivulgaçãoMichael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles
Manoela Alcântara
A deputada distrital Sandra Faraj (SD) aparelhou o quinhão de cargos que ela tem no GDF e na Câmara Legislativa (CLDF) com aliados e pastores da igreja comandada por ela e Fadi Faraj, seu irmão. Ao menos 11 integrantes do alto escalão da Comunidade Cristã Ministério da Fé estão lotados em cargos comissionados por indicação da deputada, investigada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios por supostos desvios de verba indenizatória.
Os religiosos estão espalhados por órgãos em que Sandra mantém influência, como a Administração Regional de Taguatinga e a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, além de própria CLDF. A distrital tem cerca de 400 aliados indicados nessas estruturas. Segundo pessoas ligadas à deputada, ao menos 350 frequentam o Ministério da Fé, que tem sede em Taguatinga e filiais no Plano Piloto, no Gama, no Recanto das Emas e em Santo Antônio do Descoberto (GO).
 Nome de confiança da família Faraj, o pastor Ricardo Lustosa Jacobina foi um dos ungidos para ocupar cargo de destaque no GDF. Lustosa, que é o administrador de Taguatinga, recebe R$ 14,4 mil mensais pelo cargo comissionado.
Outros dois pastores do Ministério da Fé são subordinados diretamente a Lustosa: Bruno Anderson de Lima Cardoso de Brito, assessor especial do gabinete do administrador; e Marcos Rafael Vieira Batista, assessor do gabinete (confira as remunerações abaixo).
Por meio de nota, a assessoria da Administração de Taguatinga afirmou que os servidores cumprem todos os requisitos para a nomeação e que os dados deles estão no Portal da Transparência.

“Dízimo” de 30%
Em fevereiro, Sandra Faraj foi acusada por uma empresária e por um ex-servidor do gabinete dela de embolsar verba indenizatória, conforme documentos obtidos pelo Metrópoles. Em uma segunda denúncia, outro ex-funcionário da deputada-pastora afirmou que a distrital cobrava até 30% dos salários de comissionados, numa espécie de “dízimo” pela graça de a pessoa ter conseguido um emprego.
Em outro controverso caso envolvendo a instituição comandada pela família Faraj, o público, o privado e a fé se cruzam. Em um vídeo recebido pela reportagem, Hugo Sousa Lima, subsecretário de Políticas de Combate ao Uso de Drogas, da Secretaria de Justiça (Sejus), convoca os servidores a contribuir com recursos financeiros para o Ministério da Fé.
 Na gravação, enviada no início de fevereiro deste ano ao grupo no WhatsApp que reúne servidores da Sejus, Hugo “desafia” e “encoraja” fiéis lotados na pasta a apresentar, no culto de domingo, “ofertas de gratidão e honra por tudo que Deus tem feito”. Hugo, que é pastor na igreja dos Faraj, recebe R$ 12 mil mensais dos cofres públicos.
Ponto de Vista: Impressionante!!!!
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