sexta-feira, 24 de março de 2017

Policial não é super-herói.

 
Impressionante como a mídia tenta, a qualquer custo, jogar a sociedade contra as únicas instituições que ainda caminham dentro dessa bagunça chamada Brasil.
A matéria de hoje (24) do Jornal Bom Dia Brasil da Rede Globo é completamente tendenciosa. Cita as denúncias de policiais civis e militares contra atos de violência. Cita o corporativismo e a impunidade como fatores que aumentam os crimes contra a população.
O que a mídia insiste em pregar, sem propriedade, ela não consegue enxergar porque vender a imagem de vilões é mais lucrativo do que cobrar do Estado uma política de segurança digna para termos uma polícia melhor.
O fato de ser mal remunerado na maioria dos Estados brasileiros, sabe-se que geralmente o policial não é suficientemente preparado para sua missão. A dura jornada, aliada a falta de estímulo, cursos atualizantes e a falta de acompanhamento médico-terapêutico são fatores que desagregam e levam o policial ao estresse total. O psicológico acaba sendo abalado de forma brutal.
O policial sofre três tipos de pressão permanente:
  • No lar: pela ausência constante da família e pelas dificuldades financeiras por conta de seus parcos vencimentos pago pelo estado;
  • No quartel: pela natureza da própria estrutura militar, amplamente cobradora, absorvente e estressante onde o subalterno nunca tem razão; e
  • Nas ruas: pelo fato da sociedade cobrar dele dedicação tal que implica no risco de sua própria vida. Se errar, por menor que seja o detalhe, essa mesma sociedade é a primeira a cobrar-lhe exigindo a perfeição.
Além disso, os policiais militares são os únicos que respondem sob a batuta de dois códigos: O Penal Militar e o Penal Civil. Os crimes tipificados são distribuídos nesses dois códigos e a punição, com toda certeza, vem à galope. Fora isso, existe ainda os regulamentos disciplinares onde um atraso mínimo ao serviço pode lhe custar dias de prisão. É o único servidor que é preso imediatamente ao cometimento de uma transgressão sem mesmo ter seu processo julgado e tramitado.
A própria legislação causa no policial um sentimento de revolta. Quando vai para as ruas sob essa pressão de conflito que atualmente vive a sociedade, a produção fatalmente é comprometida. No atual contexto, se reagir a uma situação de agressão, seja contra si ou mesmo para defender a sociedade, pode ser punido e processado.
A sociedade e a imprensa precisam entender que o policial não é um super-herói. Ele é um cidadão comum investido pelo poder do Estado, mas rigorosamente sujeito às leis desse Estado. Ele não passou por uma SWAT, não é um RAMBO, mas tem que comportar-se como tal por conta de uma sociedade exigente e nem sempre justa.
Presidente americano Obama condecora policial
Será que a imprensa e a sociedade tem conhecimento, por exemplo, de que quando um policial se envolve numa ocorrência que necessite amparo jurídico ele tem que gastar de seu próprio bolso, muitas vezes vendendo bens, porque o Estado não o ampara e nem sua instituição? Ou quando capota uma viatura policial numa perseguição a marginais é obrigado a pagar os danos causados, mesmo que esteja a serviço do próprio Estado? E que se ganhar a causa na justiça o Estado entra com uma ação regressiva obrigando o policial a pagar os danos? Pois é…essas são apenas algumas das situações a que passam esses profissionais todos os dias e tão criticados por todos.
Gostamos muito de copiar exemplos americanos e europeus. Ontem, por exemplo, assistimos nas grandes redes de TV o parlamento britânico em silêncio em homenagem a um policial morto em serviço por um terrorista. Não muito distante, presenciamos o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, receber pessoalmente e condecorar um outro policial por um ato de bravura.
Se somos muito bons para copiar, que tal sermos melhores ainda para reconhecer?
Da redação,
Por Poliglota…
Ponto de Vista: Perfeito!!!!!!
Blog Sim Nós Podemos!!!!👉👈?