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sexta-feira, 17 de março de 2017

Preso tinha mais de 10 processos disciplinares na Agricultura.

Operação Carne Fraca em Brasília (DF) 
Pedro Carvalho
O ex-superintendente do Ministério da Agricultura, Daniel Gonçalves, preso nesta sexta-feira (17) durante a Operação Carne Fraca, respondia a mais de 10 processos disciplinares no período que esteve na pasta. Nos corredores da esplanada se falava que as denúncias vinham de pequenas empresas em que ele teria supostamente cobrado propina.
Na época em que a senadora Kátia Abreu esteve a frente do ministério, ela barrou sua nomeação sob essa justificativa. Mas Gonçalves voltou a Agricultura em 2015 por pressão da bancada do Paraná.
Dois atuais ministros teriam defendido com unhas e dentes seu nome: Osmar Serraglio (Justiça) e Ricardo Barros (Saúde).
De acordo com a Polícia Federal, Gonçalves era o “líder da organização criminosa”. Uma ligação entre Serraglio e ele foi interceptada pelas autoridades. Nela, o ministro se dirige a ele como “grande chefe”.
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