segunda-feira, 27 de março de 2017

Temer aguarda o bombardeio da Odebrecht para negociar com Renan.

O vice-presidente da República, Michel Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) - 12/03/2016 
Gabriel Mascarenhas
Michel Temer respira fundo e conta até dez a cada petardo disparado por Renan Calheiros contra o Palácio do Planalto. Uma questão de estratégia.
Renan já disse pessoalmente ao correligionário tudo o que alardeia pela imprensa: a acusação de que o governo está loteado por prepostos de Eduardo Cunha, a afirmação de que Temer inviabilizou a aprovação da reforma da Previdência, entre outras espinafradas.
Temer ouve e, quando questionado sobre as críticas, sai pela tangente. Embora seus assessores o aconselhem, inclusive, a limar Renan das reuniões que faz com líderes do Congresso, o presidente planeja algo maquiavélico.
Ele aguardará a delação da Odecrecht deixar Renan ainda mais enfraquecido para, enfim, chamá-lo a uma conversa franca.
A ideia é esperar o líder do Senado derreter para, só então, analisar se entrega ou não o que Renan pede: meios para ele o filho não perderem eleitorado em Alagoas, algo que está em pleno curso.
A estratégia do presidente é quase perfeita. Temer só não pode esquecer que os dinamites de Marcelo Odebrecht & Cia também o atingirão fortemente.
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