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sexta-feira, 3 de março de 2017

Temer põe Maia para ser “trator” de seu resgate: a degola dos direitos.

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Fernando Brito
Há distância entre querer e poder, mas ficou evidente, pelas declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia – nitidamente uma pessoa sem opiniões próprias – , que Michel Temer resolveu acelerar o trator para aprovar ao menos a reforma trabalhista e, ainda, acenar com uma ratificação integral das suas propostas de mudanças na Previdência.
Maia saiu de reunião com Henrique Meirelles um cordeirinho com a regra de transição a que se opunha e , embora não tenha ousado defender expressamente a  contribuição por 49 anos para assegurar o benefício integral, disse, segundo O Globo, que “não é preciso flexibilizar nenhum ponto da reforma da Previdência”.
Ele seguiu o roteiro do combalido Presidente, que precisa mais que nunca provar que é capaz de entregar seu resgate ao poder econômico e prometeu fazer a votação na Câmara “até a segunda quinzena de abril”.
Difícil, mas sinal de que as centrais sindicais têm de apressar seu cronograma de manifestações e duplicar a vigilância sobre os grupos de agentes provocadores que tentarão desqualifica-las com atos de provocação.
Maia, entretanto, promete a reforma trabalhista, com o fim da jornada de oito horas e a terceirização sem limites – mais fáceis de aprovar neste quadro dantesco que vive um país com 13 milhões de desempregados e o dobro de subocupados.
Com o requinte de declarar – logo ele, que só trabalhou fora da política uns poucos meses, em bancos que tinham  boas relações com seu pai, até virar secretário municipal ao 26 anos – que o empregador no Brasil “é um herói”.
O problema não é esse, é considerar o trabalhador um vilão, responsável pelas mazelas deste país.
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