segunda-feira, 6 de março de 2017

Temer tem de afastar os ministros delatados.

O melhor conselheiro de Michel Temer é Denis Lerrer Rosenfield.
Ele diz que o presidente deveria apoiar a Lava Jato e afastar os ministros delatados pela Odebrecht.
Leia um trecho de seu comentário no Estadão:
“As delações da Odebrecht, que começam a aparecer sob a forma de depoimentos prestados ao TSE, são estarrecedoras. Até o mais cético se pergunta como pudemos ter chegado lá, com o Estado tendo sido tomado de assalto por uma organização criminosa. Foi o esplendor dos governos lulopetistas”.
Em seguida:
“O volume de vazamentos nas próximas semanas, se não dias, será equivalente ao de uma avalanche, levando alguns à desonra, outros a condenações e prisões. Não haverá controle sobre esse processo. E seus efeitos serão os mais impactantes, numa espécie de terra política arrasada.
O procurador Janot, se estivesse verdadeiramente à altura de seu cargo, deveria partir imediatamente para oferecer denúncias contra os mais envolvidos na Lava Jato, abrindo caminho para que o presidente Temer, conforme sua promessa, possa imediatamente afastar alguns ministros, segundo critério por ele mesmo estabelecido. Não há, porém, nenhum indício de que vá seguir essa via, contentando-se com a abertura de inquéritos que podem levar anos.
Aumenta aí a responsabilidade do presidente, pois não poderá ele aguardar que denúncias se produzam se o volume de delações e depoimentos for avassalador. A sociedade pode entrar em estado de indignação, traduzindo-se por fortes manifestações de rua. Não vai esperar!
Refiro-me, evidentemente, às manifestações do tipo que levaram ao impeachment da ex-presidente Dilma, e não às do tipo circense organizadas pelo PT e seus movimentos sociais, os mesmos que levaram à grave crise atual (…).
Não há o que temer de uma sociedade que reage e exige de seus governantes padrões éticos de conduta. Se não aprova o modo de fazer política do novo governo, reproduzindo comportamentos anteriores, é seu dever manifestar-se.
Manifestações tanto mais legítimas se souberem igualmente reconhecer os enormes avanços da agenda econômica reformista da administração Temer”.
E Denis Lerrer Rosenfield conclui:
“O presidente deve tomar medidas de moralidade pública no seu círculo ministerial, que mostrem sintonia com uma opinião pública que clama por mudanças”.
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