quinta-feira, 9 de março de 2017

Temer tenta apagar bobagens e apanha no Twitter.

temererrata
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Assim como aconteceu com o célebre “acidente” com que classificou o massacre nos presídios, no início do ano, Michel Temer saiu hoje tentando “consertar” as asneiras ditas ontem no ato do Dia Internacional da Mulher, onde as louvou por fiscalizarem preços no supermercado e cuidarem “direitinho” dos filhos.
O resultado foi uma infinidade de “foras” partidos dos internautas, piorando a grosseira estupidez de ontem, que nem a Eliane Cantanhêde teve coragem de defender ontem à noite, na Globonews.
A realidade do pensamento de Michel Temer é o que ele expôs ontem e não o que emendou hoje.
O Temer que Bernardo de Mello Franco retratou muito bem em seu artigo “Perdido no Tempo“, na Folha de hoje:
Ao suceder a primeira presidente mulher, Temer montou um ministério só de homens, num retrocesso à era Geisel. Completou a obra ao rebaixar a Secretaria das Mulheres ao segundo escalão do governo.
Em outro trecho do discurso desta quarta (8), Temer reforçou a impressão de não ter entendido que estamos em 2017. Ele exaltou o fato de que as brasileiras passaram a votar. “A mulher representa, e representava no passado, 50% da população brasileira. E, sem embargo, o fato é que 50% estava excluído”, disse.
O voto feminino foi instituído em 1932. Oitenta e cinco anos depois, a exclusão persiste de outras formas. Apesar de serem maioria no eleitorado, as mulheres não ocupam nem 12% das vagas no Congresso. No mercado de trabalho, a discriminação também continua. É o que mostram os dados oficiais sobre renda e emprego, que Temer deveria conhecer.
Temer é um borrão na história brasileira.
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