segunda-feira, 13 de março de 2017

Suspeita de espionagem gera mal estar entre CBF e federações.

CBF cria Cartão Verde para estimular o "fair play" 
Thiago Prado
A relação entre a CBF e a cúpula das federações estaduais de futebol sofreu um abalo durante o mês de fevereiro. Os cartolas achavam que estavam sendo espionados pela entidade e o presidente Marco Polo Del Nero teve que se meter para esclarecer o caso. Eis o enredo conspiratório:

No dia 4 do mês passado, o servidor da CBF sofreu um pesado ataque de hackers (segundo profissionais de informática, houve cerca de 170 investidas por hora). Para proteger o sistema, foi preciso usar uma ferramenta digital que varreria tudo o que entrasse e saísse do servidor da confederação. Foi aí que começou a confusão.
Há cerca de dois anos, todas as federações de futebol do país tem e-mails com a terminação @cbf. A medida foi tomada para ajudar federações de estados menos favorecidos economicamente – antes, havia entidades que usavam e-mails do Gmail ou Hotmail para se comunicar institucionalmente.
No mesmo mês do ataque dos hackers, presidentes de federação começaram a notar que todas as mensagens que chegavam ou saíam de suas máquinas eram copiadas para um e-mail chamado pegatudo@cbf.com.br. O endereço havia sido criado pelo diretor de TI, Fernando França, para checar a validade e licitude da origem das mensagens – e não para monitorar conteúdos.
Fernando França chegou a contratar a Ernst & Young para fazer uma auditoria e provar que não estava espionando ninguém. Diversas reuniões foram marcadas para explicar o que havia acontecido. Tudo em vão. Até hoje, há cartolas achando que foram monitorados pela CBF.
O que os dirigentes ignoram é que, se de fato quisesse fazer algo ilegal, França poderia ter tido acesso às mensagens como qualquer setor de TI de empresa privada. Não era preciso criar o pegatudo@cbf.com.br.
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