quinta-feira, 4 de maio de 2017

Ameaça da Previdência está viva e exige mobilização.

placarcomissao
Fernando Brito
Embora a comissão especial que analisou -e aprovou, ontem – o projeto de reforma previdenciária esteja longe de representar as opiniões do plenário, já que foi escolha da dedo pelos líderes partidários fiéis ao governo – o placar folgado mostra que as pressões de Michel Temer sobre os parlamentares funcionaram, em boa parte.
Não houve dissensões entre as bancadas da base de Temer, o que não se repetirá em plenário. Estimativa publicada pelo O Globo avalia que dos 411 deputados governistas, o projeto não teria nem a metade dos votos desses desses parlamentares.
Mas o cenário, que parecia mais desfavorável ao governo, agora parece ter sinais de que a ameaça de cassação dos direitos previdenciários ainda está longe de ser derrotada.
E isso quer dizer que as manifestações contrárias terão de continuar e tendem a aumentar. A confusão que adiou o final da votação do parecer, após sua aprovação com destaques do texto, é um sinal do que o que virá não é brinquedo.
Ontem, enquanto a comissão votava o parecer do relator, a direção da CUT se reuniu para articular com as outras centrais sindicais uma nova greve geral e uma marcha sobre Brasília, assim que ficar definida a data da votação do projeto no plenário da Câmara.
Deve ser estranho para os jornalistas estrangeiros no Brasil entenderem como algo que tem a rejeição de pelo menos 80% da população consegue fazer, numa comissão da Câmara, 62% dos votos serem favoráveis.  Para o jornalistas brasileiro, porém, não é nada difícil, conhecendo como funcionam os mecanismos de troca de voto pelo varejo político, com seus cargos e liberações de verbas.
Eles entendem, mas não dizem nada.
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