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segunda-feira, 29 de maio de 2017

"Minha Casa, Minha Vida, Meu Fim de Mundo"

Leão Serva, na Folha, publica uma excelente coluna sobre o "Minha Casa, Minha Vida". Leia um trecho:
"Chamado 'Minha Casa, Minha Vida, Meu Fim de Mundo' pelo arquiteto Jaime Lerner, o programa habitacional que foi vitrine das administrações Lula e Dilma poderá ser alvejado de morte por um estudo minucioso a ser divulgado em julho: "Quanto Custa Morar Longe" é o nome dado pelo Instituto Escolhas, ligado ao Insper, para o levantamento que está computando todos os custos diretos e indiretos das moradias, para governos e moradores...
Os primeiros números comprovam o que os críticos vêm dizendo há anos, mas que a sanha eleitoreira impediu os administradores de ouvir: os governos ditos de esquerda, a partir de 2009, geraram um programa habitacional que agravou os defeitos dos conjuntos populares da ditadura militar. Ao priorizar as metas de número de unidades habitacionais em curto prazo, o poder público reduziu o custo das unidades a um valor que só é possível atingir construindo em locais distantes dos centros urbanos.
Em outras palavras, o país empenhou os maiores investimentos em habitação popular das últimas décadas para aumentar o apartheid social e deixar para as décadas futuras custos imensos, tanto para os governos quanto para moradores, seus filhos e netos."
Só um reparo à coluna: não foram governos "ditos de esquerda", mas governos de esquerda. A esquerda não costuma ser melhor do que isso.
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