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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Ser Policial no Rio de Janeiro é 10 vezes mais perigoso que ser combatente no Afeganistão.


medicinadecombate
O Policial no Brasil é um herói todos os dias. Desvalorizado e sem apoio da população e do governo, ele acorda todos os dias para defender o cidadão de bem. Salários baixos, equipamento defasado, defeituoso e, quando em condição boa, ineficaz no combate ao crime organizado que assola o país.
Eu te pergunto: Você sairia de casa sabendo que existe 1 chance em 100 de tomar um tiro? Embarcaria em um avião que tem a mesma probabilidade de sofrer um acidente? O policial do Rio de Janeiro vai trabalhar diariamente com essas mesmas probabilidades. Ano passado foram mais de 600 policiais baleados, 150 fatalmente. No Afeganistão, foram 14 mortes de soldados americanos, um número mais de 10 vezes menor.
Em zonas de guerra envolvendo os Estados Unidos, o número de fatalidades caiu de 22% (Segunda Guerra Mundial) para 9% nas guerras do Afeganistão e Iraque em casos de ferimentos que apresentavam um risco de morte. No Rio de janeiro esse número é superior ao da Segunda Guerra, 25%.
A tristeza destes números refletem várias coisas. Primeira e mais importante: o poderio bélico do tráfico, até em áreas pacificadas, é muito superior ao da Polícia Militar. O armamento que o crime organizado utiliza é usado em zonas de guerra. Isso afeta a moral e a confiança do policial antes mesmo de sair de casa.
Segundo: Todo soldado Norte Americano é treinado para atender o colega ferido. Estancar uma hemorragia, colocar um torniquete, técnicas de resgate e evacuação. Mas ai você fala: “o trabalho do policial é pegar bandido e não o atendimento médico, pra isso temos o SAMU”. O trabalho do policial é IR PRA CASA SÃO E SALVO TODOS OS DIAS PARA A SUA FAMÍLIA! Quando o colega policial é alvejado, quem tem chances de salvá-lo é o policial ao lado, mais ninguém. É preciso investir em treinamento médico voltado para zonas de guerra.
Terceiro: O policial tem que ser respaldado pelo comando e pelo estado. Há a necessidade de se reconhecer a seriedade do conflito e a valorização da profissão e principalmente da vida do policial militar. As técnicas de abordagem no Brasil a suspeitos são voltadas à comodidade e ao bem estar do suspeito e não à segurança do policial. São técnicas dos anos 70. O tempo de curso, não é o problema. O curso de formação de soldados do Estado do Rio de Janeiro é de 12 meses, muito maior que em muitos países. Logo, o problema está na qualidade de ensino.
Quarto e mais complexo: O povo. Sim o povo. A população que ignora as boas ações dos policiais e enaltece as ruins. O Brasil é um país de muros baixos para se ver os negativos e muros altos para os positivos. Não apoia as ações da polícia, ou apoia só quando lhe convêm. A lei é pra todos. É complexo, pois o jeitinho brasileiro contamina e se multiplica mais rápido que pode ser contido. E a grande maioria, infelizmente quer colocar a culpa naquele que veio mudar a rotina, veio querer o bem e proteger o cidadão: A POLÍCIA.
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