quinta-feira, 22 de junho de 2017

ATENÇÃO! Os perigos de consumir refrigerante em excesso.

Refrigerantes na berlinda: consumo exagerado está relacionado a vários tipos de doença
Na lanchonete, você pede um hambúrguer e, para acompanhar, refrigerante. A sede é grande, por isso você escolhe logo aquele de refil, que te permite beber o quanto aguentar. Bem, isso que parece ser uma vantagem, na verdade, esconde um hábito muito prejudicial à saúde.
De olho nesse sistema oferecido nos restaurantes, o Ministério da Saúde começou a negociar com as redes de fast-food um acordo para acabar com os refrigerantes em refil. Caso esse acordo seja concretizado, o governo pretende enviar um projeto de lei ao Congresso.
De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o país tem cerca de mil lojas do tipo fast-food que permitem que a clientela “recarregue” os copos de refrigerante quantas vezes quiser. “Pesquisas mostram que aumenta 35% o consumo de refrigerantes se a pessoa compra refil”, disse o ministro, argumentando que alguns países já têm leis que proíbem a venda de bebidas em refil.
Obesidade
A medida tem mesmo como objetivo final frear a obesidade, um mal que só vem aumentando no Brasil. São 18,9% de obesos, contra 11,8% há uma década. Ou seja, um em cada cinco brasileiros tem a doença atualmente.
E o refrigerante, na opinião dos profissionais da saúde, é um dos vilões que contribuem para a obesidade.
Para se ter uma ideia, uma lata de refrigerante de cola contém 35 gramas de açúcar. Sem falar que tem ainda cerca de 25 gramas de sódio, sendo que as versões light e diet costumam conter quantidades ainda maiores de sal.
A medida estudada pelo governo é polêmica. Há quem diga que é uma interferência muito grande na vida do cidadão. Muitos especialistas, porém, apoiam a intenção. Para eles, controlando o consumo de sal e açúcar, controla-se o ganho de peso.
“Sou a favor. Acho que o estado tem responsabilidade com a saúde, com o bem-estar”, defende o endocrinologista Albermar Harrigan, em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo desta terça-feira (20).
A questão, diz o médico, não é deixar de beber para sempre refrigerante. “Uma vez por semana, a cada 15 dias, tudo bem. Mas muita gente toma todos os dia ou várias vezes ao dia. O consumo de refrigerante tem que ser ocasional”, afirma.
Diabetes
O problema é sério. O endocrinologista cita o caso de um paciente adulto que desenvolveu diabetes, e o refrigerante teve grande culpa nisso. “Ele saciava a sede dele tomando refrigerante. É um vício que ele adquiriu. Não tomava água. Claro que ele tinha uma tendência genética à doença, mas ficou viciado. O pâncreas dele entrou em exaustão porque ele não conseguiu dar conta de tanto açúcar”.
Por isso, Albermar concorda que proibir a venda de refrigerantes em refil ajudaria a reduzir o consumo da bebida.
“Em apenas uma lata de refrigerante de cola você tem um teor de açúcar que equivale a quase 40% do total de açúcar em duas mil calorias que a pessoa for ingerir durante um dia. E sabemos que muita gente não bebe apenas uma latinha por vez. No caso do refil, o adolescente, principalmente, vai usar isso como uma vantagem e vai ter esse exagero de ingestão de açúcar”, observa.
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